Crônica, Divagação

Muitos pontos

 

Às voltas com o fícus que há um ano me acolheu prazenteiro, emprestando-me sombra e conexão com a natureza… na máxima medida entre ficar & dar voltas que a um poeta é concedida… tenho ampliado o contato com a vida (bio / dio / io) através da jardinagem, do versejar e de uma batalha diária contra minúsculas mosquinhas brancas que a este gigante verde resolveram fazer mal. Apaziguar-se e acurar a observação para apreender as diminutas porções a comporem o todo que se chama deus ou o universo tem me parecido ser a chave para alguns mistérios {uma das sete (x 70)}. Inclusive do cerne do que seja o haicai, poema a que me dedico escrevendo e transmitindo sob o aval de aves e de vento da árvore em questão. Com alguma pesquisa e observação, passei a saber das joaninhas como exímias combatentes dessa praga. Elas que já aconteciam de ser uma felicidade em capsulinhas de quitina, benfazejas como sorrisos, como biscoitos da sorte, como um mimo qualquer que, num momento, vale, no mínimo, o mundo. Então, eu as convoquei. E elas vieram! Elas vieram!! Estão lá fora agora se aprontando para a batalha, vestindo seus capacetezinhos sarapintados. Suas larvas se enroscando em minhas palavras. Elas trouxeram suas pintas ao meu quintal, ao meu ponto de vista, que já não há de ser tão-só meu, ora pois, hão de prover poemas por agora e por depois.

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